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Autor Tópico: A pirataria venceu  (Lida 368 vezes)

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A pirataria venceu
« em: 02 de Junho de 2009, 21:13:48 »
As empresas e a justiça estão percebendo: não adianta lutar contra a pirataria na Internet

Não se iluda com a condenação do Pirate Bay. A indústria do entretenimento percebeu que não adianta combater a troca ilegal de músicas e vídeos na Internet. E já aposta numa estratégia radical: liberar tudo.

 Você já baixou alguma coisa pirata da Internet? Pode confessar... Você não é o único. No Brasil, 45% das pessoas com internet em casa têm o hábito de roubar músicas, flmes, softwares e programas de TV. Se você é um deles, talvez já tenha sabido da notícia: os criadores do pirate Bay, o mais famoso site de downloads piratas, finalmente levaram a pior. Depois de passar os últimos anos desafiando a lei e funda até um partido político, eles foam multados em US$ 3,6 milhões e condenados pela Justiça da Suécia, onde moram, a um ano de cadeia. No dia seguinte, os estúdios de Hollywood e as multinacionais da música festejaram a vitória como o início de uma nova ea: a guerra contra a pirataria na Internet, que se alastra há quase 10 anos, finalmente começou a ser ganha. E a farra dos downloads começou a acabar. Certo? Errado. Na verdade, aconteceu o contrário. A pirataria está maior e mais forte do que antes - tão mais forte que a indústria do entretenimento resolveu mudar de estratégia e abraçar uma proposta radical: quer parar de vender as músicas e liberar os downloads na Internet. E existe uma avalanche de motivos para isso.
 O Pirate Bay, por exemplo, não só não saiu do ar como sua audiência cresceu 10%. E a condenação, da qual os piratas estão recorrendo em liberdade, foi uma verdadeira benção - pois colocou a pirataria no centro das discussões e deu um baita empurrão ao Partido Pirata (Piratpartiet). O partido, que em 2006 tentou e não conseguiu eleger um representante, agora é o 2° mais popular entre os jovens da Suécia e tem 5,1% das intenções de voto - o que em tese é suficiente para garantir uma vaga no Parlamento Europeu, que será escolhido no dia 7 de junho. Se eleitos, os piratas vão lutar para mudar as leis que regulam a troca de arquivos na Internet. E há um consenso cada vez maior, entre juristas e autoridades de todo o mundo, de que elas realmente precisam ser revistas.
 Pois, do jeito que são hoje, transformam qualquer um em criminoso - até mesmo o presidente dos EUA. Ao visitar a rainha Elizabeth 2ª, em abril, Obama deu a ela um iPod carregado com 40 músicas (eram trilhas de musicais americanos, como Cabaret). Só que a legislação atual não só proíbe a cópia de CDs para a memória do iPod como também impede que as músicas baixadas legalmente na Internet (em sites como o Apple iTunes Store) sejam redistribuídas a outras pessoas. Tecnicamente, o presente que Obama deu para a rainha é ilegal.
 Absurdo, não? É por isso que, mesmo depois de processar 50 mil internautas, a indústria do entretenimento não consegue frear a pirataria. Está tentando criminalizar práticas que já se tornaram corriqueiras "Cada vez mais a conduta normal está sendo reconhecida como ilegal. Isso desmoraliza a lei, porque as pessoas se veem como criminosas e começam a se acostuar à ideia", diz Lawrence Lessig, professor de direito da Universidade Stanford, em seu livro Remix (ainda sem tradução em português). As autoridades já perceberam isso. E comerçaram a mudar de postura.

Baixado não é roubado

 Na China, onde 99% da música é pirata, o governo acaba de isntituir uma lei que anistia os provedores de Internet - que não serão responsabilizados pelo que seus usuários baixarem ou deixarem de baixar. A União Europeia rejeitou um projeto para cortar a internet de quem faz downloads ilegais. Autoridades alemãs decidiram que só vão julgar, em eventuais processos, quem tiver baixado mais de 3 mil músicas ou 200 filmes (o resto será ignorado). A Associação Brasileira de Direito Autoral já afirmou que não vai perseguir judicialmente fãs de downloads. E, nos EUA, a Justiça abriu um precedente histórico: derrubou o principal argumento de estúdios e gravadoras, e reconheceu que um download ilegal não equivale a uma venda perdida (pois quem está baixando um filme ou música de graã não iria, necessariamente, aceitar pagar por aquele produto).
 Isso significa que, para a Justiça, roubar um arquivo digital não é a mesma coisa que roubar um objeto físico, como uma laranja ou um carro. É um delito menor. Péssima notícia para a indústria do entretenimento, que sentiu o baque - e bem antes que as fábricas de automóveis tivessem de ser socorridas pelo governo dos EUA, já tinha ido pedir uma ajudinha a ele.
 No fim de 2008, com a pirataria dizimando o setor (que já é 30% menor do que na década passada), a multinacional Warner criou um plano de salvação: legalizar a pirataria. Todo mundo poderia baixar e compartilhar o que quisesse, da maneira que bem entendesse. Em compensação, seria criado um imposto sobre os downloads. Cada usuário de conexão de banda larga seria obrigado a pagar US$ 5 mensais. Parece um bom negócio para você? Para as gravadoras, seria bom até demais: daria uma arrecadação, só nos EUA, de US$ 20 bilhões por ano - o dobro do que a indústria fatura hoje. O valor foi considerado alto, a crise chegou e a ideia não foi adiante.
 Até que o Google resolveu pagar a conta. Ele fez acordos com as gravadoras e vai lançar um serviço em que será possível baixar, de graça, um acervo com 1,1 milhão de músicas. Tudo custeado pelo Google, cujo objetivo é ganhar audiência e vender publicidade com isso - uma pesquisa revelou que na China, país onde o serviço vai estrear (e um dos poucos onde o Google não é líder), 84% das pessoas buscam sites de MP3 pirata. Se o próprio Google fornecer as músicas, vai virar o preferido dos chineses. "Agora nós oferecemos um serviço integrado, com todas as peças", afirma Kai-Fu Lee, diretor do site na China.
 O Google não tem planos, ao menos por enquanto, de estender a boca-libre a ouros países. Mas outras empresas já abraçaram a ideia. Cansados de lutar contra os downloads ilegais, vários canais de TV  por assinatura começaram a exibir sua programação de graça na Internet. E, ao comprar um modelo de celular da Nokia, você ganha o direito de baixar quantas músicas quiser - de um acervo de 3,6 milhões de faixas mantido pela empresa, que subsidia tudo pagando uma taxa de R$ 135 às gravadoras (e recupera o dinheiro na venda do aparelho).
 Essa é a tendência. O entretenimento está deixando de ser um produto pago para se transformar em serviço gratuio - cujo propósito é apenas estimular a venda e o uso de outros produtos e serviços. Pode parecer um final triste. Mas, para uma coisa que já tinha perdido o valor comercial, é uma grande volta por cima.

 Já Elvis
 Veja como a pirataria dominou a Internet:
R$60: É o que custa encher um iPod só com músicas baixadas legalmente.
 842: É quantos MP3 roubados as pessoas guardam, em média, na memória dos seus iPods.
 11: É o número de brasileiros que têm o hábito de baixar arquivos piratas.
 50%: É a porcentagem do tráfego da Internet correspondente ao vai-e-vem do conteúdo ilegal.
 8,2: É o número de arquivos já distribuídos pelo Mininoiva, o maior dos sites de conteúdo ilegal. Isso equivale a 5,5 MP3 ou vídeos piratas para cada usuário da Internet.

 Adaptado da revista Superinteressante, edição 266, junho de 2009. Site: http://super.abril.com.br/
 Edição: http://super.abril.com.br/revista/sumario-edicao-266.shtml
 Texto Bruno Garattoni

Obrigado,
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« Última modificação: 03 de Junho de 2009, 12:09:26 por Algum Nome »
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Notícia: Exposição de artes abstratas hoje. Acontecerá no museu de concreto. Fonte: Times New Roman.
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Re: A pirataria venceu
« #1 em: 02 de Junho de 2009, 21:16:17 »
Ja estão perdendo as esperanças.
A unica coisa que eu baixo é EP do OP e jogos de RM xD

Mas jogos tipo The Sims, Spore..
os meus são tudo originais

Sempre vou na MMinformatica comprar um

:D

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